O Uruguay é um país muito pequeno, caso não esteja enganado, 500 por 400 quilômetros, algo por aí, ou vice-versa. Porém mesmo com pouco espaço é engraçado como há vários países dentro dele. E digo isso porque das cinco cidades que visitei por lá parecia que cada uma pertencia a outro continente. Contraste, beleza, simpatia, carestia e pobreza. Este é o Uruguay que conheci.

Como Chegar

Sai do centro de Buenos Aires às sete da matina num frio de cinco graus, peguei o metrô da linha B até a última estação, caminhei duas quadras e cheguei ao terminal aquático (se é que isso existe). Comprei a passagem pela empresa Seacat, só depois descobri que esta foi comprada pela famosa Busquebus.

Peguei o ferryboat às 9 horas e 60 minutos depois cheguei à Colonia Del Sacramento, primeira cidade do Uruguay vindo da Argentina. Tenho que dizer que a pequena viagem de barco é muito tranquila, o navio é grande, tem até um Dutty Free, loja que vende produtos importados, principalmente cosméticos.

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Loja dentro do barco.

Logo que sai do barco já fui entrando num ônibus da rodoviária de Colonia que fica ao lado do porto e parti para Montevidéu. Ao meu lado sentou uma argentina muito bonita, porém casada, ficamos conversando sobre a situação periclitante do seu país, onde ninguém está podendo comprar meio quilo de carne devido ao alto preço, inclusive eu, diga-se de passagem. Durante a conversa ela me alertou que no Uruguay as coisas eram ainda mais caras, já tinha ouvido algo a respeito e realmente ela estava certa.

Ao descer na rodoviária fui com a minha mala esperar um coletivo para ir até o hotel, a passagem custa 18 pesos uruguayos, isso mesmo, em reais é algo como 1,80, parece pouco, mas para se ter noção, é o triplo da passagem de coletivo em Buenos Aires.

Plaza Independencia.
Entrada da Cidade Velha.

Onde Ficar

Fiquei num hotel justamente depois dessa entrada da foto acima. No Hotel Palácio, a diária custa o preço de um hostel com quarto privado, 40 dólares, sem direito à café-da-manhã, mas mesmo assim vale muito a pena. O lugar é altamente limpo, confortável, a mobília é em estilo antigo, mas bem conservado, tem internet wi-fi, calefação (muito necessário) e o melhor de tudo é o atendimento.

Fiquei encantado com a recepcionista Jenny, ela é a cara da Nazaré Tedesco, a risada idêntica, ela me disse que outros brasileiros já lhe haviam dito isto. A atenção concedida não só por ela como pelos demais recepcionistas foi algo fora do comum, de verdade me senti em casa. A localização do hotel também é um ponto positivo, perto de todos os lugares de interesses, numa zona em que não trafega carros, pois é uma rua de pedestres.

Atrações

Logo após tirar um cochilo de duas horas enrolado em cinco cobertas, fui até a Plaza Cagancha, onde estavam hospedadas duas amigas baianas,  Mabel e Elisabete, jantamos juntos e no dia seguinte eu e Mabel fomos bater perna para conhecer alguns pontos turísticos.

Caminhando pela Cidade Velha rumo ao Mercado do Porto (preços mais salgados que bacalhau), eu e Mabel não achamos essa parte tão acolhedora como dizem, pelo contrário, nas esquinas da ciudadela velha (e feia), havia muita gente má encarada que fizeram Mabel ficar com medo, por sorte nada aconteceu e chegamos até a Rambla, leia-se a orla.

Por mim teria andado mais tempo por la Rambla, afinal de contas é uma paisagem agradável, o vento gelado, os nativos tomando mate…

La Rambla.
Farol ou chaminé?

Durante a noite, deixei Mabel e Elizabete ceoando, verbo patenteado por mim e de significado oculto, e fui conhecer a parte mais moderna da cidade, onde há shoppings, restaurantes, boliches e etc. O bairro Pocitos é de fato agradável, a vida noturna não parece ser tão agitada, mas é interessante, para mim que gosta de coisas mais tranquilas achei ótimo. Fui ao Shopping Montevideo que na entrada tem algumas obras plásticas exóticas.

Arte.

Arte.

Apesar de achar Montevidéu uma cidade um pouco envelhecida, ela tem o seu charme, principalmente devido à alegria do seu povo.

Minha despedida com Elizabete e Mabel que voltaram ao Brasil, enquanto que eu no dia seguinte voltaria à Argentina.

Uma última dica para você que vai conhecer este grande país: não deixe de comer um chivito e nem de prestar atenção nos detalhes. Eles fazem toda a diferença (entendedores entenderão).

Detalhes.

Detalhes.

E se você vai viajar para Montevidéu ou qualquer outra cidade do Uruguay, reserve já o seu hotel. Pesquise na caixa do Booking abaixo, encontre o melhor custo-benefício e feche sua hospedagem.

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Categorias: Argentina, Uruguay

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  1. Renan dos ReisResponder

    Meu grande sonho conhece toda a América do Sul.
    Eu sou apaixonado pela cultura latina americana!
    De uma certa forma eu viajei com você nessas fotos.

  2. Mile CardosoResponder

    Querido, que bacana o blog!
    Vivo em Montevideo e concordo que o melhor daqui é o povo!
    Só uma correção, o pintor da Casa Pueblo se chama Carlos Paz Vilaró e é uruguayo, não chileno…
    Abraço!

    • Uziel MoreiraResponder

      Obrigado pela correção Mile. Realmente ele é uruguayo. E que sorte a sua de estar numa cidade com um povo tão legal. Mucha suerte. Besos.

  3. Uziel SantosResponder

    Obrigado pela correção Mile. Realmente ele é uruguayo. E que sorte a sua de estar numa cidade com um povo tão legal. Mucha suerte. Besos.