Há uma infinidade de assuntos importantes referentes a São Paulo, mas percebi que não há muita informação para aqueles que querem morar aqui seja para trabalhar, estudar ou simplesmente passear. Tentarei dar dicas práticas para que a experiência nesta selva de pedra seja o mais proveitosa possível.

Neste primeiro post quero fazer um mapeamento crítico de como é o natal e o réveillon na maior cidade da América do Sul. A partir de novembro todos os shoppings, prédios e parques já começam a ganhar a decoração natalina. Andar por volta do dia 15 pela Avenida Paulista já não é a mesma coisa. Com todos os prédios já enfeitados, a caminhada pela avenida se torna lenta devido à quantidade de atrações. Cada prédio se transforma em ponto turístico.

Prédios enfeitados na Paulista.

Não à toa a Avenida Paulista se torna programa familiar durante o natal. Há que se destacar o Itaú Personalité com a fábrica de brinquedos do Papai Noel, o prédio do Bradesco todo enfeitado de floresta encantada, o prédio do FIESP com suas estrelas, sem contar o palco armado no meio da Paulista para o show do réveillon que até o natal dá espaço para bonecos natalinos que se movem. Outra atração é o parque Trianon (foto de capa) com milhares de luzes em volta das árvores.

São Paulo que já é uma cidade de eventos, no fim de ano se torna ainda mais cultural com inúmeras programações especiais. Atrações de peso para todos os gostos podem ser vistas de graça nos centros culturais.

Nana Caymmi

No mês de dezembro, entre tantas atrações destaco a banda Criolo e Nana Caymmi que estiveram no Centro Cultural do metrô Vergueiro; Vanessa da Mata que esteve no Sesc Pompéia pela bagatela de 20 reais, além de várias sessões de cinema com entrada franca.

Sobre a apresentação de Nana Caymmi, a qual estive presente, posso garantir que melhor não poderia ter sido. Os ingressos gratuitos foram disponibilizados a partir das 9 horas do dia 13, fui buscar o meu no dia seguinte e para a minha surpresa fui informado de que os 600 ingressos haviam se esgotado nos primeiros 40 minutos. Mesmo assim resolvi comparecer ao evento e tive a sorte de conseguir um lugar na terceira fileira, sorte mesmo, pois o lugar estava cheio.

Ouvir Nana Caymmi de perto é uma experiência sem precedentes. Primeiro devido sua voz, segundo por causa da qualidade de sua música. Filha de peixe, peixinho é. Além de cantar sucessos como Resposta ao Tempo, Não se Esqueça de Mim e terminar com Minha Jangada, ela se emocionou, chorou, fez piada o tempo todo e criticou de forma feroz a atual música brasileira, chamando-a de lixo. O público aplaudiu.

A plateia também chorou, acredito ter sido o concerto em que vi mais pessoas chorando. Na segunda fileira havia uma senhorinha, bastante simples com uma fralda na mão que não parava de chorar. Realmente foi ótimo.

Apresentação de Nana Caymmi no Centro Cultural São Paulo.

Réveillon na Paulista

No dia 28 recebi uma visita da Argentina, minha ex-professora Marcela, da qual já havia comentando em um post sobre Buenos Aires. Como era o primeiro réveillon de Marcela no Brasil queria levá-la para ver a queima de fogos, já que na capital porteña os costumes são outros e não tem a virada tradicional.

Fiquei um pouco apreensivo de ir à Avenida Paulista, afinal de contas são 2 milhões de pessoas e só de pensar neste número já me dá pânico. Ela também não é dada a multidões. Como os horários dos metrôs foram estendidos, decidimos que iríamos ver os fogos e logo em seguida sairíamos.

Levamos nossos guarda-chuvas, pois a previsão afirmava que choveria na hora da vira, como realmente choveu. Mas para entrar na Paulista era necessário jogar o guarda-chuva fora e comprar uma capinha de plástico por 2,50. Nem eu e nem Marcela queríamos nos desfazer dos guarda-chuvas, então começamos a buscar nas redondezas um esconderijo para eles. Julgamos ter encontrado o lugar perfeito para escondê-los e fomos para à Avenida na hora em que Roberta Miranda estava no palco.

La argentina se encantó con la música Vete con Dios (Vá com Deus). Acho que foi a única música que eu e ela gostamos durante o tempo em que ficamos por lá, pois em seguida veio Rio Negro e Solimões e na hora da virada Luigi Baricelli e Marcos Frota surgiram no palco para falar uma mistura de nada com coisa nenhuma. Marcos Frota bem que tentou fazer um discurso otimista de feliz ano novo, mas não convenceu.

Eu e Marcela no Réveillon da Paulista.
 

Os fogos explodiram e a chuva continuou caindo. Foi uma bonita virada de ano. Quando estava começando as bolhas de sabão eu e e Marcela saímos da avenida para buscar os guardas-chuvas e para nossa surpresa já não estavam lá.

Achei o réveillon na Paulista bastante organizado, seguro, todo o mundo é revistado e eles têm preocupação até com armas brancas. O álcool era caro, o que impedia que as pessoas embebedassem, uma lata de cerveja custa 5 ou 6 reais, não lembro exatamente, e uma batata frita custava seguramente 6 reais, disto eu não me esqueço porque paguei este preço.

Tinha a visão de que passar natal e réveillon em São Paulo fosse horrível, porém hoje vejo que é o contrário, tirando os shoppings que não abrem nos dois feriados, a nota do fim de ano em São Paulo é 10.

 Fogos na Paulista. Feliz Ano Novo.

Categorias: Brasil, São Paulo

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  1. TestaResponder

    Gostei da crónica. Obrigada por ter sido protagonista. Beijo.

  2. ElaineResponder

    olá, sempre estamos lá, tem uma area para deficientes e acompanhantes, maravilhosa bem na frente do palco, divulguem tb!