Fui para Munique (Munich) de trem saindo de Lucerne, na Suíça. A viagem durou quase 5 horas e só não surtei com a demora porque as lindas paisagens tornam o percurso mais agradável. Quando enfim cheguei à Central Station (ou em alemão: Hauptbahnhof) senti um aperto no peito. A estação era imensa e eu não sabia falar nada no idioma local.

A casa em que iria me hospedar ficava ao lado de uma estação chamada: Wettersteinplatz. Como raios eu ia pronunciar essa palavra para que alguém me ajudasse? Mas mantive a calma.  Apesar do metrô de Munique ser complicado, ele não foge das noções básicas do metrô de São Paulo e assim consegui chegar à minha hospedagem sem grandes problemas.

Passe do Metrô

É claro que antes tive que me bater um pouco para comprar o bilhete. Nas máquinas de compra é possível escolher o idioma, não tem português, mas tem em espanhol e inglês. Se você quiser um bilhete simples, de apenas uma viagem, terá que desembolsar 2,20 euros. O dobro do que pagaria em Roma.

Porém, há um bilhete especial que serve para três dias e que você pode andar de forma ilimitada. Esse bilhete custa 14 euros, e caso esteja acompanhado de mais pessoas, pode comprar um outro bilhete que custa 18 euros e serve para até 5 pessoas. Mas é preciso atenção. Esse bilhete turístico só pode ser usado nas zonas de 1 a 6, ou seja, dentro dos limites da capital. Se você quiser ir para Dachau, cidadezinha próxima onde há o campo de concentração, terá que pagar mais caro pelo bilhete, pois Dachau já pertence a zona 7. Já para ir ou sair do aeroporto de Munique, o valor da passagem custa 12 euros e precisa ser comprado separado.

 

Mapa do confuso metrô de Munique.

 Atrações

Feita estas observações, continuo o relato dizendo que descansei meia hora na casa da aeromoça da Lufthansa, já fiz um post falando como encontrei esta hospedagem econômica. Após o descanso, voltei à Central Station e comecei a andar pela cidade. Não sabia bem o que esperar, porém logo fui me surpreendendo. Clima bom, arquitetura diferente, pessoas gentis e comida gostosa.

Portal da Cidade Velha.
Lojas.
Fonte invertida.

Após passar pelos pontos das fotos acima, cheguei à Praça Marienplatz e fiquei embasbacado. Não imaginava que fosse tão bonita. A catedral Neues Rathaus é uma das construções mais imponentes que já vi. Logo ao lado tem outra famosa igreja, a Frauenkirche com suas torres redondas, a qual é vizinha de uma loja da Ferrari que vale a pena passar alguns minutos, mesmo que não compre nada.

Neues Rathaus.
Arquitetura gótica.
Torres da Frauenkirche vistas da Praça Marienplatz.

Loja da Ferrari.

Continuei a andar e nem era preciso ficar olhando o mapa toda hora, pois para qualquer lado que eu fosse o que via era construções bonitas, vários detalhes em ouro, lembrei até um pouco de Paris. Comecei a perceber que Munique era uma cidade que prezava por detalhes e isto é algo que faz toda a diferença.

Relógio na torre banhado a ouro.
“In Maior del Gloriam”
Dinossauro dourado com bolsa da Louis Vuitton.

Simpatia

Para me situar e tentar chegar ao museu Munich Residence, sentei por alguns minutos no parque onde fica a estação Marienhof e foi neste momento que descobri o quanto os moradores de Munique são prestativos, educados e simpáticos, ao contrário de tudo o que imaginava. Perguntei a uma nativa, apontando para o mapa, onde ficava o museu. Percebendo que eu não falava alemão, a mulher se levantou, começou a fazer mímica, desenhou, tentou falar algumas palavras em inglês, fez tudo para me ajudar. Fiquei feliz em vê que mesmo num lugar tão distante, é possível encontrar pessoas tão solícitas. Por fim cheguei onde queria chegar.

Ópera do Estado Bávaro e Munich Residence ao lado.

Infelizmente, o museu tinha acabado de fechar, pois inacreditavelmente já eram 6 horas da tarde. O sol do verão europeu sempre consegue me enganar. Mas tudo bem, continuei andando em busca do rio que via no mapa e encontrei várias surpresas no caminho.

Propaganda política – Achei interessante a sigla do partido.
Banca de jornal – Você pega o jornal e paga. Não há fiscalização.
Athenas e o rio.
Cartaz em alemão do filme “Os Amantes Passageiros”, de Almodóvar. Clique para ler a crítica.

Campo de Concentração de Dachau

No dia seguinte, assim que acordei, fui à Dachau. Já fiz um post sobre o Campo de Concentração mostrando fotos e explicando como foram assassinadas mais de 200 mil pessoas, entre elas, judeus, padres, deficientes, etc. 

Faltou contar que o meu bilhete só dava para ir até a zona 6 e como lá era zona 7, eu precisava comprar outro. No entanto, dessa vez, eu não soube comprar um bilhete separado apenas para esta viagem. E aí resolvi arriscar e ir com o bilhete que eu tinha.

A cultura na Alemanha é tão diferente que não há catracas para passar o ticket, ou seja, você pode andar até de graça, porém se aparecer um fiscal e você não tiver com um bilhete validado, você receberá multa. Da estação central até Dachau são 7 estações, nem precisa dizer que passei as 7 estações morrendo de medo do fiscal aparecer. Mas não apareceu. Logo na saída da estação de Dachau, há um ponto de ônibus escrito “Camp Concentration”, caso o seu bilhete não sirva para a zona 7, é só comprar, com o próprio motorista, um bilhete por 1,10.  

Crematório do Campo de Concentração

Na hora da volta, para minha sorte, conheci uma brasileira e um casal de portugueses que estava com um ticket que servia até para 5 pessoas, assim se o fiscal aparecesse, era só dizer que estávamos juntos. Conversamos e rimos muito durante o trajeto, lástima que perdi o contato deles.

 English Garden, BMW e Olympiaturm

Reservei o resto do dia para conhecer o English Garden, o qual me decepcionei um pouco. É uma espécie de Ibirapuera. Recomendo para quem quer fazer pic-nic, correr, ou tomar cervejas de 2 litros. Talvez eu não tenha gostado muito porque me perdi por lá e andei mais do que queria. E de mais a mais, até o Parque Sempione em Milão é mais bonito.

China Tower no English Garden.

De lá fui até o BMW Welt que é um complexo da empresa, tem a loja com os últimos modelos e também um museu, o qual não pude entrar porque fecha às 6 horas e eu cheguei exatamente no horário de fechamento. Porém a loja ficava aberta, se não me engano, até às 9 da noite. Então aproveitei para ver os carros novos. Dá vontade de sair dirigindo.

Dentro da loja da BMW.
Prédios da BMW.

Ao lado da BMW está o Olympiaturm que é um parque esportivo com piscina, estádio, muito verde. É enorme, então se for passar poucos dias na cidade, recomendo fazer uma visita rápida.

Torre do Olimpaturm.
Patins no parque.

Episódios

Quando dei por mim, o dia já estava escurecendo. Só teria mais um dia na Alemanha e este dia estava reservado para conhecer o Castelo de Neuschwanstein, por isso não pude conhecer tudo que há em Munique e também lamentei não poder passar mais tempo por lá, afinal, foi um dos lugares em que me senti realmente bem-vindo. 

Lembro que pela manhã fui a uma padaria e a senhora que atendia não sabia falar nada em outro idioma. A comunicação era tão difícil que eu pensei que não conseguiria comprar, no entanto, clientes nativos se dispuseram a ajudar. Teve um que se esforçou para falar em espanhol e ficou traduzindo para a atendente. Ele me disse que havia feito um curso na Espanha há 10 anos e que por isso seu espanhol estava enferrujado, mas mesmo assim fez de tudo para ajudar.

Com tanta simpatia e pontos turísticos, reveja seu conceito sobre esta cidade que não se resume à  Oktoberfest.

Vista do trem rumo à Munique.

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