Espanha – Barcelona: Turismo 5 Estrelas – Parte 1

Espanha – Barcelona: Turismo 5 Estrelas – Parte 1

É até engraçado pensar que já fui 3 vezes ao Velho Continente, sendo que até poucos anos atrás eu tinha a impressão de que nunca iria sair do Brasil. A vida realmente me surpreendeu. Começo com este post a relatar meu último mochilão pela Europa.

Como nas viagens passadas já tinha aprendido como as coisas funcionam, não foi difícil montar o roteiro, comprar trajetos aéreos e ferroviários, reservar hospedagens baratas… Mas é claro que para um mochilão de 30 dias e envolvendo 8 países, sempre há muito o que fazer. Durante essa série de posts, além de falar sobre cada lugar, também irei explicar e dar dicas de como montei um roteiro funcional e barato para os seguintes países: Espanha, Bélgica, Holanda, Alemanha, República Tcheca, Áustria, Eslováquia e Hungria.

 Viajando com a Singapoure

Embora já conhecesse muitas cidades da Espanha, como: Sevilla, Madrid e Salamanca, faltava conhecer Barcelona. Nunca tinha ido lá porque sempre acaba ficando fora de rota, porém desta vez, por sorte, consegui comprar uma passagem em promoção pela Singapoure, com um voo direto de São Paulo para Barcelona. A ida e a volta saiu pela bagatela de 1680 reais, um preço muito bom, ainda mais levando em consideração que a Singapoure tem o título de Melhor Companhia Aérea do Mundo.

Estava na expectativa de como seria viajar numa companhia aérea tão chique e achei realmente bom. O atendimento é atencioso, as aeromoças são muito bonitas (todas possuem praticamente as mesmas medidas e não podem ter sequer uma espinha, se não é demitida), o espaço entre as cadeiras é um pouco maior que o padrão, a alimentação é satisfatória (embora se você sentar no fundo, corre o risco de ficar sem opção, pois no fundão só chega o que sobrou).  Eles dão sorvete da Kibom de sobremesa, dão toalhas quentes para higienização e também uma nécessaire com escova de dente, pasta e meias. E para fechar, o entretenimento é cheio de filmes, mas tudo em inglês e sem legendas.

Aeromoças da Singapoure.

Resumindo: é superior à maioria das companhias, no entanto, nada que realmente valha a pena pagar a mais, do que, por exemplo, voar com a TAP e até mesmo com a porcaria da Ibéria, pois afinal de contas, depois de 11 horas de viagem na classe econômica, você chega moído em qualquer uma delas. Mas obviamente, caso encontre uma promoção como essa, não perca a chance.

 Do aeroporto ao Centro

Cheguei à Barcelona às 9 da manhã. Logo na chegada, passei por uma revista para ver se eu levava drogas. A mulher mandou eu tirar os óculos e me perguntou quantos dias eu ia passar na Europa, para onde iria e quanto em dinheiro em tinha. Respondi sem mostrar nenhum papel e ela me liberou para a imigração, onde respondi as mesmas perguntas e o passaporte foi garimpado. Não demorou nem cinco minutos.

Como eu cheguei pelo Terminal 1, tinha três opções para ir até o centro:

·      Pegar um bus de graça até o Terminal 2 e de lá pegar o trem que vai até a Estação Paseo de Gracia.
·         Pegar o Aerobus que custa 5,90 euros e descer na Plaza Catalunya.
·         Pegar um ônibus coletivo por 2,15 euros e descer na Plaza España.

Por comodidade, fui com a terceira opção. Desci na Plaza España, onde comprei um T-10 (bilhete que dá direito a 10 viagens de metrô) e cheguei à estação Monumental, há duas quadras da minha hospedagem.

 Onde ficar em Barcelona

Já falei num post e não canso de repetir como é barato se hospedar pelo Airbnb, um site onde as pessoas alugam um quarto em suas casas. Dessa vez, por 18 euros (aumenta de preço na alta estação), fiquei na casa de uma colombiana chamada Milena. O apartamento era enorme, limpo e fiquei muito amigo da proprietária. Tanto que saímos juntos, caminhamos à meia-noite pelas ruas de Barcelona e já fizemos planos dela vim me visitar no Brasil. Link do quarto: https://www.airbnb.com.br/rooms/1413828.

Eu gostei da localização, principalmente por ser um bairro calmo, mas para quem gosta de um pouco mais de agitação, indico se hospedar próximo ao Arco do Triunfo, onde se pode ter um equilíbrio maior entre festas e tranquilidade.

 Atrações

Por ser muito próximo da hospedagem, o primeiro ponto turístico que vi foi La Sagrada Família. A obra de Gaudí é impressionante. Parece uma vela gigante derretendo. Como meu mochilão ia durar trinta dias e ainda tinha muita coisa pra ver e visitar, resolvi que não entraria na igreja, afinal, a entrada é salgada, 14 euros para ver somente a basílica e 19 para ir até as torres. Compre pelo site, pois a fila é quilométrica: http://www.sagradafamilia.cat/

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La Sagrada Família.
Esculturas da Basílica.

Todas as entradas em Barcelona são caras, mas se você estiver indo para conhecer apenas essa cidade, acho sim que vale a pena entrar em tudo, mas no meu caso, eu tinha que escolher bem o que iria visitar, porque senão, no final da viagem já estaria sem dinheiro.

Continuei andando, encantado pela cidade. E comecei a perceber o quanto Barcelona era limpa, organizada, bem diferente do que eu imaginava. Cheguei ao Paseo de Gracia sem precisar do metrô e tentei comprar um Ferrari (o perfume e não o carro) por lá, mas não achei porque estava esgotado em todas as lojas, inclusive na loja da própria Ferrari. 

Paseo de Gracia.

Na Plaza Catalunia, fiquei maravilhado com as flores. Foi a primeira vez que fui à Europa na primavera e se pudesse só iria nessa época do ano, pois o clima é muito mais agradável. Só é preciso levar uma roupa térmica da Quechua, que custa 59 reais na Decathon e pronto, dá pra suportar o frio da primavera que varia de país para país, com temperaturas de 14 a 25 graus, embora teve um dia que acabei pegando 5 na Bélgica, mas sobrevivi com a térmica e um casaco.

Fontes da Catalunia.
Poesia.
Primavera na Europa.
Pombos da Catalunia.

No dia seguinte fui até o Park Güell. A entrada antes era gratuita, mas agora custa 7 euros, o que ainda é acessível. Comprei a entrada pelo site http://www.parkguell.cat/ com horário agendado. Eles só deixam você entrar no horário exato que escolheu, então não compre antes de ter certeza que estará lá na hora marcada. Uma dica para quem quer economizar uma impressão é tirar uma foto do código de barra com o celular, fiz isso e não tive problemas.

Parque Güell.

 Como chegar ao Parque Güell

Para chegar ao parque, basta descer no metrô Lesseps ou Vallcarca. Você terá que andar um pouco, mas há placas indicando o caminho e escadas rolantes, isto mesmo, escadas rolantes para não cansar o turista na subida do morro. É nesse sentido que eu digo que Barcelona tem uma estrutura 5 estrelas. O município percebeu que sua riqueza está no turismo e faz de tudo para facilitar nossa vida. Não é apenas no Güell que tem estas facilidades, em muitos pontos, como na Plaza España vemos escadas rolantes como opção para o turista.

Panorâmica.

Já sobre o parque em si, a parte gratuita é grande, já a parte paga é bem pequena. Mas é aquela coisa, por 7 euros, é imperdoável ir em Barcelona e não vê todos os pormenores do parque mais famoso da cidade, quizás do país. Além do mais, a arquitetura de Gaudí é instigante.

Com a Salamandra.

Do Güell, fui até o centro histórico da cidade atrás de um correio para mandar um presente à minha amiga que mora em Albufeira e me impressionei com a Catedral de Barcelona, com as vielas cheias de músicos, de história, coisas pitorescas e também as esculturas arquitetônicas na Barceloneta.

Catedral Gótica.
Catedral de Barcelona.

Em apenas dois dias, deu para entender o porquê que Barcelona sozinha recebe mais turistas por ano que Brasil e Argentina juntos, sem exagero. Só a região da Catalunia recebe 22 milhões de turistas por ano (sem contar os espanhóis), contra apenas 6 milhões de estrangeiros no nosso país. Barcelona é a queridinha dos europeus não só por suas belezas, mas também pela facilidade que é usufruir de tudo que ela oferece.

Monastério.
Carro de turista.

No final da viagem, ainda regressaria para mais quatro dias, pois Barcelona dispõe de muitas atrações, assim sendo, aguarde pela parte 2: o retorno. Com o bilhete do T-10, peguei o trem no Paseo de Gracia para o terminal 2 do aeroporto e tomei o avião da Ryanair rumo à Bélgica, destino do próximo post. Até lá.

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Obrigado e ótima viagem!

Monumento contemporâneo em Barceloneta.
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6 Responses to Espanha – Barcelona: Turismo 5 Estrelas – Parte 1

  1. Maicon says:

    Tem como comprar a entrada para o Parque Güell no local ou é só pela Internet? Eu acabei comprando 700 euros para passar 11 dias na Espanha, mas agora estou meio assustado com a quantidade de bilhetes antecipados que devem ser comprados para evitar as enormes filas. Vou acabar gastando duas vezes. ..hehe

    • Sim, tem como comprar no local, mas se for em junho ou julho, a fila será grande. e aí perde muito tempo. Tem que escolher bem o que ver em Barcelona porque as entradas são todas caras. A mais barata é a do Guell mesmo. rsrs

  2. Maicon says:

    Bom dia! Essa pergunta vale tanto para Barcelona quanto para Madrid: Para quem não quer gastar muito com alimentação e não gosta de comidas exóticas, há boas opções em Barcelona e Madrid? O que você recomenda em termo de lugares para almoçar? Abraço!

    • Maicon, as comidas da Espanha não são exóticas, mas ruins porque a maioria delas vêm encharcadas de óleo. Há restaurantes bastante acessíveis em ambas cidades. Macarrão por 9 euros, tapas por 2 (se você gostar, coma as tapas que são baratinhas e vende em todo lugar).

      Ah, e de mais a mais, os supermercados sempre vendem coisas prontas que é só esquentar no micro-ondas de lá mesmo. É uma opção. Sem falar no Mc Donalds em que um hambuger simples custa apenas 1 euro e os mais incrementados de 2 a 3.

      Para comer, a Espanha é um dos países mais baratos da Europa. Tem padarias com preços bons também espalhadas por todos os lados. rsrs.

  3. Maicon says:

    Quanto a carregadores para tablet e smartphone. Lembra se as tomadas da Espanha eram compatíveis com os carregadores que você levou ou teve que comprar adaptadores?

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