Como eu falei no post anterior na série do México, fui para Morélia, interior do país, para rever Elibeth, que havia conhecido na Colômbia. Fazendo-se de guia, ela chamou todos os parentes e fomos de carro à uma cidade que eu recomendo visitar, pois foi um dos lugares mais pitorescos que vi na vida, estou falando de Pátzcuaro.

Casas coloniais, gastronomia típica (até demais pro meu gosto), povo acolhedor… Porém o que realmente faz este quase povoado vale a pena é uma ilha chamada Janitzio, onde vivem pescadores e descendentes indígenas.

Como Chegar

Em Morélia, pegue um ônibus para Pátzcuaro. Relaxe que não deve ser caro, afinal a cidade está a menos de 60 km. Ao chegar, tome um táxi e mande ele lhe levar ao “embarcadero para Janitzio”. Se o taxista for honesto, não deve dar mais de 20 reais de jeito nenhum. Em todo o caso, procure saber se há um meio mais barato e até mais confiável.

Janitzio

Como Elibeth não deixou eu pagar a minha passagem, eu não sei o valor exato da travessia. Mas acredito que a ida e a volta não saia por mais de 60 pesos mexicanos (tipo 10 reais.

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Embarcadero para Janitzio.

O turístico, por assim dizer, já começa na espera para o barco encher.

relato de viagem méxico

É tudo tão “mexicano” que a viagem se torna praticamente um laboratório antropológico.

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Senhora bordando enquanto o barco não sai.

O percurso dura mais ou menos meia hora. É lindo ver a ilha se aproximando.

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Sem falar na panorâmica enfeitada pelo modo de pescar dos habitantes de Janitzio. Até coloquei uma foto no Instagram do blog, aproveita e segue a gente lá.

Ao chegar na ilha, confirmo que realmente se trata de um lugar muito diferente. Há um caos arquitetônico misturado com um povo de rosto do século XVIII. A atmosfera é difícil de descrever.

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Embarcadero do outro lado.

Começamos a subir as ladeiras e escadarias, lembra muito a lógica das favelas do Brasil, só que com o toque mexicano.

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Cemitério da ilha visto de cima.

Passamos por barracas vendendo souvenirs e restaurantes singulares. Tudo na ilha parece ter saído de uma novela exageradamente hiperbólica.

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Peixe ainda vivo na porta do restaurante. Levei um susto.

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Mais restaurantes e paisagens.

Finalmente chegamos ao todo da ilha, onde está o Monumento a José Maria Morelos. O Chavinho gostou.

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E eu também. A vista de lá é incrível.

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E você também pode entrar no tal Morelos. Dentro do monumento tem imagens sacras e mais escadas, caso ainda tenha perna.

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Depois de tanta caminhada, fomos buscar um lugar para comer, mas eu não gostei de nada do que vi. Tudo me pareceu muito forte para o meu paladar. E por falar em comida, clique aqui e confira as iguarias que fotografei pelo mundo afora.

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Após descer, tomamos o barco de volta à Pátzcuaro e desta vez contamos com músicos. Fiz um vídeo e agora compartilho com vocês. Observação: a voz do cantor não aparece direito, mas não é culpa do áudio, é que ele realmente não tinha voz. O engraçado é que ele fazia uma força e quase não saia som nenhum.

Morrendo de fome, fui com a turma de Elibeth ao centro de Pátzcuaro e lá eles comeram numa feira que eu não encarei. Tinha até vespa frita num balde vendido como se fosse amendoim.

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Embora eu não tenha gostado da feira, o mesmo não aconteceu com a praça principal da cidade. Apesar de bastante simples, é interessante observar a vida do povo acontecendo ao redor da praça.

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Exatamente neste lugar das últimas duas fotos, vende-se um sorvete chamado nieve que foi o meu almoço. Pense num negócio bom. Só de lembrar dá vontade voltar ao México. Tem de muitos sabores, inclusive de pétalas de rosas, que é feito – literalmente – de pétalas. Tudo muito típico.

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Yennifer, irmã caçula de Elibeth tomando nieve.

A viagem pelo interior termina aqui, porém ainda não é o fim do meu mochilão. De Morélia voltei para o DF e conheci a Veneza e as pirâmides do México, mas isto fica para o próximo post. Finalizo este mandando um beijo à Elibeth e lembranças a toda sua família que agora está se recuperando da morte precoce do seu patriarca. Força e fé! Mil gracias por todo!

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Obrigado e ótima viagem!


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