As Viagens que Mudaram a Minha Vida

As Viagens que Mudaram a Minha Vida

Uma viagem pode mudar totalmente a vida de alguém, e eu sou prova disso. Achei que estava destinado a me casar cedo, ser professor numa escola do interior e ter um carro popular na garagem para visitar cidades vizinhas quando me sentisse entediado.

Hoje, inacreditavelmente para mim, faço doutorado na Europa e ganho dinheiro como blogueiro viajando por países que nem sabia que existia. Ou seja, haja diferença! Pensando nisso, resolvi registrar aqui no blog as viagens, entre as muitas que realizei, que de fato me fizeram sair da rota existencial que eu previa.

Sevilla, Espanha, 2010

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Com amigos em Sevilla.

Eu tinha 22 anos quando fiz a minha primeira viagem internacional. Fui para Portugal e lá morei por 1 mês, mas não gostei ao ponto de seguir vivendo, pois o choque cultural foi muito grande. Minha afinidade com o povo português era zero.

Então no mês seguinte fui para Sevilla, no sul da Espanha, morar com um casal de irmãos na terceira idade que eu tinha encontrado no Google. Ir para a casa de alguém que eu nunca tinha visto pessoalmente e tampouco possuía qualquer referência foi um exercício de coragem inédito.

Em Sevilla, fiz amizade com pessoas de todas partes do mundo. Lembro de um dia em especial em que eu, uma menina da Albania e um indiano naturalizado canadense ficamos conversando à beira do Rio Gualdaquivir sobre a diáspora do judeus. Nesse momento, eu pensei: quero isso, me tornar uma pessoa culta e interessante que conversa com todo o mundo sobre qualquer assunto, e nas mais diferentes paisagens.

Esta e todas as experiências que passei em Sevilla me fizeram rever e mudar os meus conceitos.

Münich, Alemanha, 2013

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Dois anos depois voltei à Europa para fazer um mochilão e também participar de um congresso na Espanha. Entre os países que visitei desta vez estava a Alemanha, foi a primeira vez que visitei um lugar de língua completamente distinta e onde não havia nenhum conhecido para me dar um suporte.

Para piorar, nesta época meu inglês era inexistente, não conseguia formar sequer duas frases e muito menos entender. Por tudo isso, eu estava com muito medo de que as coisas dessem errado, mas para a minha surpresa a viagem foi excelente. A partir daí, percebi que não saber inglês ou o idioma local não era uma limitação geográfica.

Percebi que as fronteiras só existem no mapa e que isto não era o suficiente para impedir que eu viajasse por mares nunca antes navegados. Perdi o medo. E um viajante sem medo é capaz de ir muito mais longe.

Bogotá, Colômbia, 2014

viver em bogotá

Embora nesta altura eu já fosse macaco velho de viagem, cheguei a Bogotá completamente perdido. Havia me demitido do trabalho em São Paulo, largado tudo sem saber o que faria da vida. A ideia era passar dois meses por lá até voltar ao Brasil, a fim de procurar emprego. Ocorre que ao fim, resolvi ficar mesmo na Colômbia.

Sem também conhecer ninguém, aceitei o desafio de tentar a vida lá. Fui atrás de trabalho e consegui. Em paralelo a isto, comecei a monetizar o blog. Do zero, fui me estruturando profissionalmente nessa terra estrangeira contando com Deus e os meus méritos. Entre altos e baixos, Bogotá me ensinou que todo recomeço é possível, e mais do que isso, mostrou-me que se eu pude alcançar lá tantas coisas sem ter quem me indicasse, poderia fazer o mesmo em qualquer outro lugar.

Ciudad de México, 2015

angel de la independencia

Em dezembro de 2015, fui ao México visitar uma moça que havia sido minha vizinha em Bogotá. Ela vivia em Morélia, interior do país, onde nos reencontramos por alguns dias.

Ao voltar para a capital, fiquei pensando nas conversas que tive com ela, na vida, e foi no meio de toda essa introspecção que – justamente na rua daquele anjo que sempre aparece nas novelas mexicanas (foto acima) – veio-me à mente um pensamento que nunca havia tido antes: fazer doutorado na Europa.

Lembrando dos 13 dias que passei no México, vejo agora que toda a viagem conspirou para que eu me desse conta que o ciclo na Colômbia tinha se encerrado. Talvez por isso o insight que tive na rua do anjo fora tão preciso. Voltei à Colômbia para resolver tudo que fosse preciso e dois meses cheguei à Europa para estudar inglês como preparação para me inscrever no doutorado.

Narrado tudo isto, termino deixando um conselho: não tenha medo de mudar; mergulhe de cabeça numa viagem que esteja pensando em fazer e permita a possibilidade dela lhe trazer surpresas que mudarão positivamente a rota do seu viver.

Foto de capa: trem da Suíça para a Alemanha.

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Obrigado e ótima viagem!

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One Response to As Viagens que Mudaram a Minha Vida

  1. Janainna says:

    Adorando as Leituras do teu Blog! Você escreve todas as perguntas que realmente temos em mente.
    Obrigada por compartilhar conosco!!!
    Boa sorte!! Sucesso.

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