História Real de uma Vida Amorosa Desastrosa #9 – Tamires, Mãe Solteira na Pista

História Real de uma Vida Amorosa Desastrosa #9 – Tamires, Mãe Solteira na Pista

Esta história aconteceu em Osasco, São Paulo.

O casamento de Tamires durou apenas 5 meses, e não poderia ter sido diferente, já que as duas partes só contraíram matrimônio por causa da gravidez indesejada. Se fosse mais velha, ela teria encarado a maternidade solteira numa boa, porém, com apenas 17 anos achou que seria mais fácil fazer conforme o que todo o mundo lhe dizia que era o certo.

De volta a casa dos pais e com Mateus no braço, Tamires tomou para si a obrigação de não se mostrar um peso morto. Além disso, sonhadora e cheia de amor materno, queria dar ao seu filho tudo do bom e do melhor. Tomou então o ar paulista da coragem e foi procurar emprego. Contrataram-na como recepcionista numa imobiliária e bem aos poucos foi crescendo.

Ao completar 23, não poderia reclamar da vida profissional, no entanto, o mesmo não ocorria quando o assunto era sua vida amorosa. Os pretendentes saiam correndo quando ela contava que era mãe solteira. Sua grande frustração é que os seus casos não duravam mais do que 3 dias, isto quando chegava a esta marca. Nenhum dos pouquíssimos com quem ficara chegou a conhecer seu filho. Fugiam antes.

“Caras da nossa idade são muito imaturos. Tu tem que arranjar um divorciado, alguém que também já seja pai”, aconselhou uma amiga. “Não curto velho, desculpa. Já tenho pai e avô”, disse reafirmando sua fama de teimosa. “Podia ser um tio de uns 33, 34”, continuou irredutível. “De jeito nenhum. Explodindo 29”. A amiga perdeu a paciência: “Ah, então se exploda e morra sozinha”. “Quem me amar de verdade também vai amar o meu filho. Pode demorar, mas um dia aparece”.

Depois de muitos perrengues e 2 primaveras, a profecia parece ter se cumprido. Conheceu Douglas na pista de um barzinho. Mesma idade, bonito, simpático, tocava violão e geria sua própria micro-empresa. Por ter se interessado acima da média, teve medo de testá-lo, ou seja, não contou logo de cara que era mãe. A revelação só veio no sexto encontro.

“Por mim tudo bem”, disse ele após 15 segundos sem mexer um músculo. “Nossa, você quase me mata do coração. Tinha tanto medo de te perder por isso”, confessou ela o beijando. No encontro seguinte, Mateus esteve presente e foi rapidamente conquistado ao receber do possível padrasto um carrinho do Hot Wheels. O coração da mãe apaixonada transbordou de alegria.

Já estava tudo certo para ela ser feliz na vida. Douglas era o príncipe que havia esperado, o homem com quem recomeçaria a sua família. O pedido de casamento se deu após 5 meses de namoro. Ele não conseguia esconder que estava alucinado pela mina. Também sonhador e apaixonado, já tinha mil planos para os dois formarem sua própria família.

O sim teve direito a comemoração. O menino como era de costume ficou com a avó, enquanto o casal gastava todas as energias numa espécie de núpcias antecipada. Caído no mais profundo sono, deixou o celular dando sopa e curiosidade. Embora não tivesse nenhuma desconfiança, Tamires não aguentou o ímpeto em dar uma rápida olhada no WhatsApp. Teve orgulho em constatar que o seu namorado não ficava de papinho com periguetes.

Quando já ia bloquear o aparelho, viu uma mensagem que lhe chamou atenção: “sorte com esse enteado”. Ao entrar na conversa, leu frases soltas sem muito nexo intercaladas com áudio. Pegou o fone, foi para o banheiro e lá ouviu e leu as muitas conversas de Douglas com o seu melhor amigo. “Melekento / finjo que gosto /criar filho dos outros / depois dou um jeito”.

Num áudio de 1 minuto, a casa caiu completamente: “O melekento fica mais com os pais dela do que com ela, então tem como eu convencer de deixar ele com os avós. E tu vai ver. No primeiro filho que eu fizer nela, ela vai deixando o bastardinho ainda mais de escanteio. Vai ser ligeiro”.

A decepção foi tão violenta que ela não conteve as lágrimas, só não sabia ao certo o porquê de estar chorando: se era por descobri que o noivo não gostava do pequeno ou se era porque o noivado teria que acabar. Pensou em ter uma conversa séria com o falso, mas viu que seria inútil. Nunca saberia quando ele estaria mentindo ou falando a verdade. Não dá para obrigar alguém de gostar de quem a gente ama.

Douglas acordou e a viu séria ao seu lado. “O que foi?”, perguntou ao vê-la tão tensa. “Pensei muito enquanto você dormia e preciso te contar uma coisa. Não falei antes porque não achei necessário, mas agora que a gente talvez case, eu preciso te contar”. Ele a abraçou com curiosidade e preocupação. “Eu não posso ter mais filhos. O parto do Téo foi muito complicado, fiquei estéril assim que ele nasceu. Se você ainda quiser casar comigo, o único filho que você vai poder ter é o Mateus”.

“Mas cê sabe que eu quero muito ser pai de um menino que seja mesmo meu”, disse já com a voz inconsistente. “Eu sei. Eu entendo”. Ele chorou muito e sofreu por meses, gostava tanto dela que chegou a considerar a possibilidade de se contentar com o enteado. No fim, não deu. Contentou-se então com outra moça, da qual ele não tinha o mesmo amor que sentira por Tamires.

Casamentos realizados na base das conveniências sociais ou pessoais podem até durar, mas não costumam ser felizes. Douglas, por exemplo, estava bem insatisfeito com a sua esposa, e para piorar, no Shopping União esbarrou de cara com o ex-enteado. “Cê cresceu hein rapaz, nossa. E sua mãe, como é que tá?”. Não foi preciso responder, pois logo em seguida surgiu Tamires acompanhada de um homem e também da sua barriga de grávida de gêmeos.

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