Talk Show – O Melhor e o Pior do Lady Night com Tatá Werneck

Talk Show – O Melhor e o Pior do Lady Night com Tatá Werneck

Eu gosto muito de assistir a programa de entrevistas, tanto que foi vendo a Marília Gabriela que aprendi a entrevistar. Nas muitas conversas que publiquei aqui no blog, seja com anônimos ou famosos, sempre fiz questão de que o convidado falasse mais, pois acredito que uma boa entrevista é aquela em que o entrevistado aprende algo de si mesmo.

Infelizmente, a Gabi não está mais na TV, e tenho que me contentar com os talks shows, programas  que geralmente estão mais preocupados em fazer piadas, permanecendo assim na superficialidade dos assuntos abordados. Mas bem, como é isto que temos atualmente, lanço agora uma série de críticas a esses produtos, começando por um dos mais recentes: Lady Night com Tatá Werneck.

O Melhor

Tatá já era boa de improviso quando entrou para o grupo de comediantes liderados por Marcelo Adnet. O tempo em que ela esteve na MTV lhe deu base para ser uma das melhores humoristas da atualidade. Ao se mudar para Globo, a moça passou por uma fase que me fez parar de acompanhar o seu trabalho. Parecia que o espírito global havia baixado nela: mais séria, esnobe, engessada e repetitiva.

O Lady Night, no entanto, resgatou a Tatá de antes e isto pode ser provado assistindo a qualquer edição do quadro: Especialista,  que é de longe o melhor do programa.

Quando o especialista não tenta ser engraçado, o quadro fica ainda mais hilário. Com perguntas desconexas, despudorada e totalmente fora da casinha, Tatá se transforma no Michael Scott do The Office, personagem que, ao entrevistar os seus funcionários, fazia o espectador morrer de rir através da vergonha alheia.

O Pior

O Multi Show está abarrotado de programas de humor que usam de entrevistas com famosos. Assim como os demais, o Lady Night não está realmente interessado no que o artista tem para contar sobre sua vida, a preocupação aqui é fazer graça. E nada contra.

O problema é que os convidados são os mesmos de outros programas da casa: Vai Fernandinha, Ferdinando Show, Multi Tom…

E como se não bastasse a repetição, o entrevistado acaba virando escada para as piadas da apresentadora, do início ao fim. Não há equilíbrio entre o talk e o show, e tudo bem que esta não seja a proposta do programa, porém seria então melhor que ao invés de artistas saturados dos canais Globo Sat, a Tatá levasse figuras anônimas e curiosas.

Não é à toa,portanto, que a conversa com o especialista seja mais divertida do que o papo brincadeira com Anitta, Ludmilla, Joelma e outras figurinhas supra-recorrentes.

No próximo “Talk Show” falarei sobre o Programa do Porchat, siga o blog no Facebook para acompanhar os posts. Valeu pela força.

Compartilhe:

Comente via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *