Sempre quando chove me lembro do dia em que você me fez chorar como eu nunca tinha chorado antes. Em tese, ninguém havia morrido, mas dentro de mim parecia existir um cemitério, no qual estavam enterrados o coração e os sonhos que você matou.  Não foi  fácil sobreviver à dor do seu punhal girando no meu peito.

O que mais doeu,  na verdade, não foi o fim, mas o descaso com o qual você jogou fora o meu amor, a total falta de consideração nas palavras que usou para dizer que já não me queria, e a indiferença que adotou perante o término, como se tudo o que a gente viveu fosse absolutamente nada.

Simplesmente você seguiu, virou a página, com alguma fórmula mágica me apagou da memória, enquanto eu me apeguei a um fio de esperança ilusório. Condenado a pensar no que fiz de errado e totalmente preso ao passado, depois da sua traição, senti a vida perder o sentido.

Você não tem ideia do quanto sofri em ver todos os nossos anos se tornando poeira, e nem deve saber o quão desesperador é assistir a toda felicidade que ainda poderíamos ter tido, sendo desperdiçada. O pior é que se você soubesse, provavelmente não se importaria, afinal, estamos falando de alguém que troca ouro por ferrugem.

Por sorte, existe um remédio chamado tempo. Sei que não é assunto do seu interesse, mas hoje estou melhor. Talvez você nunca se arrependa do que fez comigo, até porque se me amasse, não o teria feito, entretanto, quero lhe dizer uma coisa: você representou um mal na minha história de vida. Então cuidado para não passar por este mundo como alguém ruim. Repense o ser humano que você é.

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Categorias: Crônicas

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