Morar no Exterior – 1 Ano Vivendo em Portugal: Altos e Baixos

Morar no Exterior – 1 Ano Vivendo em Portugal: Altos e Baixos

Hoje (01/10/2017) faz exatamente 1 ano que estou vivendo em Portugal, e o balanço é positivo, apesar de não morrer de amores pelo país. Em 2010, já havia tido a experiência de morar por um mês em Albufeira, na região do Algarve.

Era a primeira vez que saia do Brasil e foi um choque, pois parecia que eu e os portugueses não falávamos o mesmo idioma. Fiquei tão traumatizado com o jeito frio e rude dos algarvianos que me mudei para a Espanha e só voltei a Portugal depois de 6 anos.

Desta vez, vim já sabendo o que esperar, além de já estar acostumado a morar no exterior, histórico este que me ajudou bastante. Para a minha a sorte, o povo do norte, que é a região em que agora vivo, é um pouco mais simpático que os do sul, o problema é que anteriormente eu vivia em lugares em que o povo é extremamente educado e prestativo: São Paulo, Colômbia e Irlanda do Norte.

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Então apesar dos portugas “nortistas” serem menos ríspidos, eu ainda me ressinto muito com o especial jeito de ser deles. Acredito que neste 1 ano, já me acostumei bastante, mas às vezes falta paciência e dá aquela vontade de esganar.

Ao menos já aprendi a não levar o desaforo para casa, atitude que já me levou a armar muitos barracos por aqui. No entanto, é muito chato ficar brigando, por isso eu me esforço ao máximo para ignorar as patadas, a indiferença, afinal, entendi que não é pessoal.

O  português médio, quero dizer,  a massa, pois obviamente tem várias exceções, é pessimista, nada pró-ativo, um pouco amargurado, impaciente e cronicamente reclamão, mas é preciso admitir que eles também no geral são bastante justos, honestos, tentam sempre honrar a palavra…

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Minha colega chinesa na Universidade do Minho.

Já entre o meio acadêmico em que estou, as pessoas são mais queridas, muito cultas,  realmente é onde eu melhor me sinto,  gosto muito de todos os meus professores e colegas do doutorado. É uma pena que eu já não tenha mais aulas, apenas escrevo a tese.

E por falar em doutorado, é preciso agradecer a Portugal pela chance. Eu tive muita sorte em parar na Universidade do Minho, a qual está entre as 50 melhores do mundo com menos de 50 anos. O ensino é de excelência, se eu não tivesse feito o mestrado na PUC-SP, não  conseguiria dar conta, pois o nível é de fato alto. Assim sendo, está sendo  uma grande realização pessoal, tanto é que eu não tenho pressa nenhuma em terminar o curso, pelo contrário.

Nos meus 2 primeiros meses aqui, aluguei um quarto na casa de uma senhora bem boazinha, mas que tinha um cachorro na cozinha, e isso era muito desagradável. Sem falar que o filho dela odiava brasileiros por ter sofrido um golpe que quase levou a família à falência. Então quando esse filho aparecia, eu tinha que ficar no quarto ou sair antes que ele chegasse.

Resolvi anunciar à dona que iria me mudar mesmo sem ter encontrado nada melhor, só tinha a fé que encontraria. Graças a Deus, achei um pequeno apartamento de um quarto todo mobiliado por um preço inacreditável, porém tinha que esperar ele vagar e neste meio tempo precisei arrumar outro quarto,  pois a mulher já tinha alguém  para  me substituir.

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Fui parar na casa de uma megera.  Ela não vivia na casa, mas  ia todos os dias infernizar a  minha vida e a de outros 2 brasileiros que lá moravam. Passei  1 mês terrível, tanto eu quanto eles que também estavam doidos para se mudar, pois realmente ninguém  suportava a doida.

Finalmente o apartamento vagou, hoje tenho meu canto e quando estou muito abusado, tem sempre uma passagem barata para algum país. Vivo a uma hora de ônibus da Espanha, moro ao lado da rodoviária e da estação de trem, a 40 minutos do aeroporto… Então não tem como dizer que este ano foi ruim, entre altos e baixos não me arrependo nenhum minuto de ter deixado o Brasil pela Colômbia e depois a Colômbia por Portugal.

Trocar o certo pelo duvidoso foi a melhor coisa que eu poderia ter feito, e certamente o farei novamente, pois seguir em frente é o que devemos fazer para não ter uma vida estagnada num conforto vazio.

Fica a lição: movimento é vida.

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