Doutorado em Portugal – De Volta ao Seio Acadêmico + Convidada Brasileira Fala de Eça e Machado (vídeo)

Doutorado em Portugal – De Volta ao Seio Acadêmico + Convidada Brasileira Fala de Eça e Machado (vídeo)

Depois de fazer 4 artigos em apenas 1 mês e meio, eu não queria mais ouvir falar de doutorado. Entreguei tudo no final de junho, peguei minha mochila e saí viajando por Portugal. Pouco antes de voltar para casa, encontrei na Costa de Caparica uma senhora vendendo o livro do qual falarei na minha tese: Os Maias. Estava na hora de encarar a leitura dele novamente, já que muitas coisas eu havia esquecido.

Para quem não sabe, Os Maias tem 700 páginas, então fiquei ocupado com ele até meados de agosto. Em setembro passei uma semana na Espanha e outra na Polônia, regressei já lendo material crítico e teórico, porém num ritmo bem desacelerado, e como eu não tenho mais aulas para assistir, vi-me bastante isolado.

Esse é aquele momento que todo mestrando e doutorando não consegue evitar: a solidão. Não há mais colegas, professores, agora é você e Deus. Se não tiver muita disciplina, acaba perdendo o gás. Felizmente, para a minha sorte, a coordenadora do programa sempre me escrevia como uma forma de me manter ligado enquanto as questões burocráticas não eram resolvidas.

Após este período um tanto distante, o jogo recomeçou oficialmente hoje (08/11/2017), tive o primeiro encontro com a minha orientadora e já possuo muito trabalho para fazer, pois ela me convenceu a mudar o foco do projeto, antes faria uma análise do livro para a adaptação audiovisual, e agora partirei da adaptação. A mudança parece simples, mas demanda toda uma reestruturação.

A parte positiva é que tendo uma orientadora e um co-orientador, já não me sinto tão só, pelo contrário, sinto-me outra vez como um acadêmico, e não mais como turista. Para completar esta sensação, hoje eu também voltei a ser aluno. Assisti a um seminário sobre Os Maias e Dom Casmurro ministrado por uma convidada brasileira: a professora Mônica Figueiredo da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Achei as reflexões dela muito interessante, principalmente levando em conta o atual momento em que tanto se discute as questões de gênero e o estigma do chamado “sexo frágil”. Despeço-me deixando um trecho desta aula. Assista!

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